
A cidade de Belo Horizonte celebrou o poder transformador da criatividade no último dia 18 de abril, durante a abertura do World Creativity Day 2026 (WCD 2026). A atividade foi realizada na Instituição Ramacrisna na cidade de Betim, MG.
MG, reunindo cerca de 80 participantes de diferentes idades em uma experiência coletiva marcada por arte, reflexão e expressão emocional.
Com o tema “Arte e Cultura como Ferramentas de Cura para a Humanidade”, o encontro propôs uma abordagem sensível e prática sobre o papel da criatividade no enfrentamento de desafios individuais e sociais. A condução da atividade foi inspirada no artigo de autoria da escritora, gestora e ativista
cultural Val Alves, que defende a arte como um recurso essencial para o desenvolvimento humano e para a promoção da saúde mental.
Vivência coletiva e metodologia criativa
A programação foi estruturada a partir da metodologia “Sementes de Superação”, que combina escuta ativa, expressão simbólica e partilha coletiva. Um dos momentos centrais foi a dinâmica “Árvore da Cura”, na qual os participantes foram convidados a representar, por meio de desenhos e palavras, suas trajetórias pessoais incluindo raízes (valores e afetos), desafios enfrentados e formas de superação mediadas pela arte.
A atividade estimulou diferentes linguagens, como poesia, música, desenho e narrativa, reforçando a ideia de que a criatividade não é um talento restrito, mas uma capacidade humana universal. Ao final, os participantes construíram coletivamente uma “Floresta de Superação”, reunindo frases, desejos e reflexões em um painel simbólico, consolidando o caráter colaborativo da experiência.

O painel coletivo denominado “Árvore da Cura” reuniu folhas preenchidas à mão por diferentes participantes, evidenciando a diversidade de expressões e caligrafias. A partir desse material, foi possível identificar padrões simbólicos recorrentes entre um grupo diverso, como cura, superação, família, medo e educação.
A análise do conteúdo revelou três eixos centrais:
1. Dimensão emocional e psicológica
2. Processos de transformação
3. Vínculos e pertencimento
Na prática, a árvore funcionou como um “mapa coletivo de subjetividades”: cada folha representa uma experiência individual, enquanto o tronco simboliza a construção coletiva. Essa dinâmica reforça a ideia da arte como um dispositivo de mediação entre o indivíduo e o coletivo.
Outro aspecto relevante foi que muitos participantes não apenas nomearam suas dores, mas também formularam narrativas de superação, indicando que a atividade atuou não só como expressão, mas como reorganização simbólica da
experiência.
Impacto e significado do evento
A realização da atividade durante o WCD 2026 amplia o debate sobre a criatividade como competência essencial para o século XXI. Mais do que uma celebração pontual, o evento evidencia uma tendência global: reconhecer a criatividade como motor de inovação social e ferramenta de resiliência humana. Para os participantes, a experiência também se consolidou como um espaço de acolhimento e escuta, onde histórias pessoais puderam ser compartilhadas e resinificadas coletivamente.
A atividade revela uma tensão relevante: enquanto políticas culturais frequentemente enfrentam limitações orçamentárias, cresce o reconhecimentocientífico e social do impacto da arte na saúde mental e na coesão social. Isso levanta uma questão estrutural, por que algo com benefícios amplamente documentados ainda ocupam um lugar periférico nas políticas públicas?
Ao mesmo tempo, iniciativas como essa demonstram que, mesmo em escala local, é possível gerar impactos significativos ao articular teoria, prática e participação comunitária.
O que é o World Creativity Day?
O World Creativity Day (WCD), ou Dia Mundial da Criatividade, é um festival internacional realizado anualmente em abril com o objetivo de promover inovação e criatividade. No Brasil, cidades como Belo Horizonte e Lavras participam da programação com atividades voltadas ao impacto local.
A programação em Belo Horizonte contou ainda com uma vivência especial conduzida por Val Alves, em parceria com o projeto Pergaminhos Poéticos e a Orquestra Ramacrisna, conectando arte, sensibilidade e transformação social.
Afinal?
Após um intenso percurso de criação e partilha, permanece uma questão essencial: se a arte tem potência comprovada para promover cura, pertencimento e transformação, por que ainda é tratada como acessório?
E não como infraestrutura essencial da vida social?
Momento da dinâmica.







Por, Val Alves – Experiência como Inspiradora no WCD-2026
Betim-MG



