{"id":2570,"date":"2025-06-17T01:06:03","date_gmt":"2025-06-17T01:06:03","guid":{"rendered":"https:\/\/radioiep.com\/?p=2570"},"modified":"2025-06-17T01:06:03","modified_gmt":"2025-06-17T01:06:03","slug":"%f0%9d%90%84-%f0%9d%90%8c%f0%9d%90%94%f0%9d%90%88%f0%9d%90%93%f0%9d%90%8e-%f0%9d%90%83%f0%9d%90%88%f0%9d%90%85%f0%9d%90%88%f0%9d%90%82%f0%9d%90%88%f0%9d%90%8b-%f0%9d%90%95%f0%9d%90%88","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radioiep.com\/site\/%f0%9d%90%84-%f0%9d%90%8c%f0%9d%90%94%f0%9d%90%88%f0%9d%90%93%f0%9d%90%8e-%f0%9d%90%83%f0%9d%90%88%f0%9d%90%85%f0%9d%90%88%f0%9d%90%82%f0%9d%90%88%f0%9d%90%8b-%f0%9d%90%95%f0%9d%90%88\/","title":{"rendered":"&#8220;\u00c9 MUITO DIF\u00cdCIL VIVER S\u00d3 DE LITERATURA&#8221;, ADRIANA LISBOA, PR\u00c9MIO LITER\u00c1RIO JOS\u00c9 SARAMAGO 2003"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Lucas Cassule<\/strong>:\u00a0 <strong>Primeiramente quero agradecer-lhe por ter aceite o convite para essa entrevista e aproveito o ensejo para elogiar o seu conto, \u201cOval Com Pontas\u201d, que faz parte do livro \u201cContos que contam\u201d, um conto que, da forma como foi costurado, se destaca pela beleza e pela est\u00e9tica. O enredo \u00e9 tamb\u00e9m bastante filos\u00f3fico-po\u00e9tico. Eu gostei muito de l\u00ea-lo. <\/strong><strong>Acredito que tenha contacto com diversas obras, a n\u00edvel da lusofonia e, agora que se mudou para os Estados Unidos, tamb\u00e9m com a literatura angl\u00f3fona. Qual \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o que a Adriana faz sobre o desenvolvimento da literatura em l\u00edngua portuguesa, a literatura escrita actualmente em rela\u00e7\u00e3o aos anos anteriores?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adriana Lisboa<\/strong>: Ol\u00e1, Lucas! \u00c9 um prazer falar com voc\u00ea. Bom, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 literatura escrita em l\u00edngua portuguesa, o que venho acompanhando h\u00e1 quase 25 anos, desde que comecei a publicar os meus livros, tenho visto um movimento muito interessante e muito positivo no sentido de haver uma diversidade tem\u00e1tica maior, abertura para temas e estilos muito variados. Por exemplo, observando autores contempor\u00e2neos, a gente v\u00ea alguns que praticam uma literatura mais voltada ao realismo m\u00e1gico ou outros que t\u00eam uma prosa bastante enxuta, bastante seca. Poetas das mais variadas estirpes, dos pa\u00edses que eu tenho acompanhado na \u00c1frica, Brasil, Timor, Goa, Macau\u2026 O modo como essas geografias, esses caldos culturais espec\u00edficos se apresentam, t\u00eam me parecido uma riqueza muito grande. E \u00e9 muito interessante tamb\u00e9m como as leituras cruzadas est\u00e3o acontecendo. Eu vejo, no Brasil, uma presen\u00e7a muito maior de autores africanos, de l\u00edngua portuguesa, mesmo timorenses, do que via h\u00e1 30 anos. Acho isso extremamente positivo, do meu ponto de vista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LC: Tem algum contacto com a literatura africana, com os escritores africanos? Se sim, o que essas obras lhe transmitem? Costuma colaborar com esses escritores, tem alguma lembran\u00e7a que gostaria de partilhar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AL<\/strong>: Bom, acerca da minha rela\u00e7\u00e3o com a \u00c1frica de l\u00edngua portuguesa e com os autores africanos de l\u00edngua portuguesa, tenho uma leitura de autores que eu prezo demais. Uma dessas autoras \u00e9 a Ana Paula Tavares, de quem eu gosto muito. Tenho a minha leitura de Lu\u00eds Carlos Patraquim, Ov\u00eddeo Martins, Ondjaki, Guita J\u00fanior, Agualusa, Mia Couto&#8230; Eu dei aulas de L\u00edngua Portuguesa na Universidade, aqui em Houston onde moro, e esses autores africanos constavam das minhas aulas e eram sempre lidos e recebidos com muito interesse pelos alunos, justamente por essa diversidade.<\/p>\n<p>Se a gente pensar numa autora como Ana Paula Tavares, um livro\u00a0 como \u201cAmargos Como Os Frutos\u201d e o trabalho com o corpo, com o erotismo e com a sexualidade&#8230; Se a gente for para um autor como Lu\u00eds Carlos Patraquim, a gente j\u00e1 tem uma outra rela\u00e7\u00e3o com o fazer po\u00e9tico, uma presen\u00e7a muito forte na pol\u00edtica, de uma voz engajada numa reflex\u00e3o sobre pol\u00edtica, hist\u00f3ria e sobre a situa\u00e7\u00e3o social do poeta. Infelizmente, nunca tive oportunidade de ser publicada na \u00c1frica de l\u00edngua portuguesa nem de ir aos eventos liter\u00e1rios. \u00c9 uma coisa que eu gostaria muito de fazer. Aguardo, portanto, ansiosa e com grande expectativa e possibilidade de fazer isso algum dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LC: Eu tenho acompanhado o seu trabalho no Instagram, sei que ir\u00e1 lan\u00e7ar um livro em quatro m\u00e3o, que traz dois t\u00edtulos. Pode falar um pouco deste livro e de como um t\u00edtulo se separa do outro?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AL<\/strong>: A obra a qual voc\u00ea se refere \u00e9 um trabalho de parceria, meu com uma compositora brasileira chamada Jucy de Oliveira, uma compositora de m\u00fasica electroac\u00fastica, uma mulher que est\u00e1 hoje em dia na casa dos oitenta anos de idade, mas continua super produtiva e cheia de energia para se dedicar a projectos mais variados. Jucy \u00e9 uma pessoa que tem uma hist\u00f3ria muito importante na hist\u00f3ria da m\u00fasica da vanguarda no Brasil. Eu tenho uma admira\u00e7\u00e3o muito grande pelo trabalho dela, h\u00e1 varias d\u00e9cadas. Tenho um estudo de m\u00fasica no meu curr\u00edculo, sou formada em m\u00fasica e trabalho como musicista h\u00e1 alguns anos, antes de come\u00e7ar a publicar literatura e, recentemente, h\u00e1 3-4 anos, eu escrevi um texto ficcional baseado na obra dela, um texto ficcional, mas tem muito da obra dela, do pensamento dela, cita\u00e7\u00f5es e entrevistas que ela deu, etc. E a Jucy, com quem estabeleci contacto nesta ocasi\u00e3o, pegou esse meu texto e transformou numa opera, que ela chama de \u00f3pera cinem\u00e1tica porque o resultado final desse trabalho vai ser um filme. A \u00f3pera foi apresentada no teatro no Brasil, no ano passado, e ela filmou e o resultado vai se transformar num filme. O livro que n\u00f3s acabamos de publicar saiu no Brasil pela editora Relic\u00e1rio, acho que s\u00f3 deve estar dispon\u00edvel no Brasil ou nas livrarias de outros pa\u00edses que trabalham com livros importados. \u00c9 um livro que traz o roteiro dela, da \u00f3pera, que ela chamou de \u201cRealejo de vida ou morte\u201d e o meu texto se chama \u201cRealejo dos mundos\u201d. Da\u00ed o duplo t\u00edtulo do livro. S\u00e3o partituras das composi\u00e7\u00f5es dela, fotos do teatro e uma apresenta\u00e7\u00e3o muito bonita da jornalista Joselia Aguiar. Foi uma colabora\u00e7\u00e3o muito importante para a minha carreira e acredito que para a carreira da Jucy tamb\u00e9m. Foi muito gratificante para mim trabalhar com algu\u00e9m cujo trabalho admiro tanto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LC<\/strong>:<strong> O que retracta a maior parte das suas obras? Que mudan\u00e7a quer impor ao mundo com as suas obras?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AL<\/strong>: Eu acho que a literatura est\u00e1 a\u00ed mais para problematizar o mundo do que oferecer respostas. Eu, pelo menos, procuro evitar um pouco na minha escrita essa tentativa de conduzir o leitor em alguma direc\u00e7\u00e3o. Interessa-me mais a tentativa de oferecer \u00e2ngulos diferentes das situa\u00e7\u00f5es. Os temas que v\u00eam me acompanhando h\u00e1 muito tempo, s\u00e3o os temas da mem\u00f3ria, tanto da mem\u00f3ria pessoal, familiar, dos personagens, quanto a mem\u00f3ria do pa\u00eds. J\u00e1 escrevi alguns romances que abordam epis\u00f3dios da hist\u00f3ria do Brasil, h\u00e1 40-50 anos e tamb\u00e9m a quest\u00e3o do deslocamento, do pertencimento. Como sabe, eu moro fora do Brasil e tenho uma identidade n\u00e3o muito definida hoje em dia. Sinto-me brasileira, \u00e9 a l\u00edngua que eu falo no meu quotidiano, \u00e9 a l\u00edngua que eu escrevo e estou sempre indo ao Brasil, mas \u00e9 como se eu estivesse assim um pouco entre dois mundos. Ent\u00e3o, essa figura, tanto do emigrante, quanto do refugiado, do viajante, essas v\u00e1rias categorias e experi\u00eancias de deslocamento t\u00eam me interessado muito nos \u00faltimos 15 anos. Talvez, posso dizer, que esses dois temas s\u00e3o os pontos centrais do que eu escrevo e, claro, o amor que \u00e9 um dos nossos temas inescap\u00e1veis, o amor e a morte. Mas quando eu falo de amor, n\u00e3o estou dizendo apenas o amor rom\u00e2ntico, falo tamb\u00e9m do amor entre amigos, entre a m\u00e3e e o seu filho, por exemplo. Eu acho que essas v\u00e1rias formas de manifesta\u00e7\u00e3o do amor na vida dos personagens ou na minha escrita de poesia t\u00eam sido algo que vem me interessando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LC<\/strong>: <strong>Fale das suas principais refer\u00eancias na escrita.<\/strong><\/p>\n<p><strong>AL<\/strong>: Eu acho que a minha primeira refer\u00eancia importante em termos de literatura brasileira foi Machado de Assis, que \u00e9 o nosso grande cl\u00e1ssico e que o li muito nova ainda, na altura dos meus 14 anos de idade. Foi uma leitura que me marcou muito profundamente. Eu devo muito ao Machado de Assis. Guimar\u00e3es Rosa, eu acho que talvez seja o meu grande escritor brasileiro e a sua obra que se chama \u201cGrande Sert\u00e3o: Veredas\u201d \u00e9, para mim, sem exagero, uma das obras mais importantes j\u00e1 escritas em l\u00edngua portuguesa. Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector, o poeta Manoel Bandeira, o poeta Carlos Drumond de Andrade\u2026 Acho que para ficar com alguns dos nomes brasileiros mais cl\u00e1ssicos, poderia citar principalmente esses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LC<\/strong>: <strong>Com todo o percurso que j\u00e1 trilhou, sente que \u00e9 poss\u00edvel viver s\u00f3 de literatura?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AL<\/strong>: Eu acho muito dif\u00edcil, Lucas! Acho bastante dif\u00edcil viver s\u00f3 de literatura, de direitos autorais. Eu acho que s\u00e3o muito poucas as pessoas que conseguem isso e a\u00ed voc\u00ea tem que ter livros que realmente s\u00e3o bestsellers, que se mant\u00e9m ali a venda sempre no n\u00edvel tal que voc\u00ea possa pagar as suas contas. Eu tenho a sorte de ter trabalhos que s\u00e3o muito intimamente relacionados com a literatura, venho trabalhando como tradutora h\u00e1 20 anos e, hoje em dia, eu tenho tido o grande prazer de traduzir autores e autoras que me fascinam e com os quais aprendo muito. Acho que esse processo da tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um processo de leitura, como se a gente lesse com uma lente de aumento, ent\u00e3o voc\u00ea meio que entra na costura, na estrutura do texto, mais do que voc\u00ea entraria se tivesse lido por prazer.<\/p>\n<p>Tive essa grande sorte! Dei aulas em Universidades, ensinando literatura de l\u00edngua portuguesa. No certo sentido vivo de literatura, mas n\u00e3o exclusivamente dos direitos autorais, que fica muito dif\u00edcil, principalmente num mercado como o Brasil onde se l\u00ea muito pouco e os livros que mais vendem s\u00e3o os bestssellers internacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LC<\/strong>: <strong>Qual \u00e9 o significado que tem para si ter-se sagrado vencedora do Pr\u00e9mio Jos\u00e9 Saramago? Como isso contribuiu para a evolu\u00e7\u00e3o da sua carreira?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AL<\/strong>: O <strong>Pr\u00e9mio Jos\u00e9 Saramago<\/strong>, que eu ganhei em 2003, com o meu segundo romance, foi extremamente importante para mim, por muitos motivos. Eu acho que, em primeiro lugar, era um respaldo, um voto de confian\u00e7a para uma escritora como eu que estava come\u00e7ando. Foi, quase, como se fosse um sinal verde, do tipo: \u201co que voc\u00ea est\u00e1 fazendo est\u00e1 sendo legal, est\u00e1 sendo bacana, est\u00e1 tendo um reconhecimento externo\u201d. Eu acho que isso, para todo o artista, \u00e9 importante. N\u00e3o \u00e9 o fundamental, porque acho que a gente pode continuar a fazer o nosso trabalho sem esse tipo de reconhecimento, mas \u00e9 sempre muito bacana quando a gente pode ter. Foi tamb\u00e9m um pr\u00e9mio que me abriu as portas para come\u00e7ar a publicar em outros pa\u00edses; primeiro em Portugal, por causa do pr\u00f3prio pr\u00e9mio, depois no resto da Europa, Am\u00e9rica Latina, Estados Unidos, etc. Al\u00e9m disso, o pr\u00e9mio me deu a enorme alegria de conhecer pessoalmente Jos\u00e9 Saramago, pois era um autor que eu lia muito, principalmente a produ\u00e7\u00e3o dele dos anos oitenta, s\u00e3o livros que realmente me encantavam. Na altura, ali nos meus vinte e poucos anos, eu realmente aguardava ansiosamente por cada novo livro dele que era publicado no Brasil.\u00a0 Ent\u00e3o, ganhar esse pr\u00e9mio que foi criado em homenagem a ele, foi uma coisa muito bacana para mim, teve esse duplo significado de ter podido conhec\u00ea-lo e ter podido receber o pr\u00e9mio das m\u00e3os dele. Estou falando com voc\u00ea agora e estou olhando aqui para uma foto que tenho no porta-retratos at\u00e9 hoje, minha com o Saramago, que eu acho que era uma figura gigante, n\u00e3o apenas literariamente, mas um homem eticamente muito s\u00e9rio e que faz muita falta.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2572\" src=\"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Adriana2.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"788\" srcset=\"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Adriana2.jpg 1024w, https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Adriana2-300x231.jpg 300w, https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Adriana2-768x591.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>Adriana Lisboa junto de Jos\u00e9 Saramago<\/p>\n<p><strong>LC<\/strong>: <strong>Para fecharmos essa entrevista, quero agradecer a sua disponibilidade e simpatia, e gostaria que deixasse uma mensagem de incentivo aos jovens que est\u00e3o a iniciar na carreira de escrita, principalmente aos jovens angolanos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>AL<\/strong>: Obrigada, Lucas, pela entrevista e pelo interesse no meu trabalho! O que eu diria, para os escritores jovens angolanos e a todos os que est\u00e3o come\u00e7ando, acho que \u00e9 importante encontrar a sua pr\u00f3pria voz. \u00c9 muito f\u00e1cil a gente olhar ao redor e ver os nossos her\u00f3is liter\u00e1rios, aquelas figuras que a gente idolatra e est\u00e3o saindo por a\u00ed fazendo sucesso na m\u00eddia, ganhando pr\u00e9mios e tal\u2026 E a gente querer imitar um pouco, trazer para o nosso texto aquilo que a gente t\u00e1 vendo no texto do outro. \u00c9 claro que a gente n\u00e3o faz o livro sozinho, n\u00e3o \u00e9? Os livros que a gente escreve est\u00e3o recheados de influ\u00eancias, de companhia e de vozes dessas outras pessoas, mas o trabalho mais fundamental para mim \u00e9 encontrar a nossa pr\u00f3pria voz, aquilo que \u00e9 o mais honesto e sincero para n\u00f3s, na nossa cria\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o grande desafio e a maior aventura para o artista, \u00e9 o que faz o nosso trabalho valer a pena e \u00e9 o que a gente tem para oferecer ao mundo: o nosso olhar e a nossa voz. Fiquem todos com o meu abra\u00e7o e foi um grande prazer!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Adriana Lisboa<\/strong> nasceu no Brasil. Morou na\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Fran%C3%A7a\">Fran\u00e7a<\/a>, em\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Paris\">Paris<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Avignon\">Avignon<\/a>, e desde\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/2007\">2007<\/a>\u00a0vive a maior parte do tempo nos\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Estados_Unidos\">Estados Unidos<\/a>. \u00c9 autora de seis\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Romance\">romances<\/a>, al\u00e9m de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Poema\">poemas<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Conto\">contos<\/a>\u00a0e hist\u00f3rias para crian\u00e7as. Seus livros foram traduzidos ao\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ingl%C3%AAs_brit%C3%A2nico\">ingl\u00eas<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_francesa\">franc\u00eas<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Espanhol_(idioma)\">espanhol<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_alem%C3%A3\">alem\u00e3o<\/a>, \u00e1rabe,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_italiana\">italiano<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_sueca\">sueco<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Romeno_(idioma)\">romeno<\/a>\u00a0e s\u00e9rvio, e publicados em catorze pa\u00edses. Integrou v\u00e1rias antologias de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Conto\">contos<\/a>\u00a0e poesia no\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Brasil\">Brasil<\/a>\u00a0e no exterior.<\/p>\n<p>Galardoada com o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pr%C3%AAmio_Jos%C3%A9_Saramago\">Pr\u00e9mio Jos\u00e9 Saramago<\/a>, em\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Portugal\">Portugal<\/a>, pelo romance\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sinfonia_em_Branco\">Sinfonia em branco<\/a>, o Pr\u00e9mio Moinho Santista, no\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Brasil\">Brasil<\/a>, pelo conjunto de seus romances, e o Pr\u00e9mio de Autor Revela\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Funda%C3%A7%C3%A3o_Nacional_do_Livro_Infantil_e_Juvenil\">Funda\u00e7\u00e3o Nacional do Livro Infantil e Juvenil<\/a>\u00a0(FNLIJ) por\u00a0L\u00edngua de trapos.<\/p>\n<p>Pela equipa RIEP<br \/>\n<strong>Lucas Cassule<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Revis\u00e3o textual<\/p>\n<p><strong>Enoque Nsambu<\/strong><\/p>\n<p id=\"rop\"><small>Originally posted 2023-06-19 11:08:52. <\/small><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Lucas Cassule:\u00a0 Primeiramente quero agradecer-lhe por ter aceite o convite para essa entrevista e aproveito o ensejo para elogiar o seu conto, \u201cOval Com Pontas\u201d, que faz parte do livro \u201cContos que contam\u201d, um conto que, da forma como foi costurado, se destaca pela beleza e pela est\u00e9tica. O enredo \u00e9 tamb\u00e9m bastante filos\u00f3fico-po\u00e9tico. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":2571,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,13,73],"tags":[76,29],"class_list":["post-2570","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte","category-cultura","category-literatura","tag-adriana-lisboa","tag-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2570","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2570"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2570\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2571"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2570"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2570"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radioiep.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2570"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}